segunda-feira, 17 de novembro de 2008

Nano Tecnologia

Tecido mata bactérias e não precisa ser lavado com freqüência.Empresas de artigos esportivos estão de olho na alternativa.
Imagem criada pela equipe de arte do G1 mostra conceito da cueca autolimpante O desenvolvimento da tecnologia pode trazer alívio àqueles que não são adeptos a rituais de higiene, como colocar suas roupas suadas para lavar e trocar peças íntimas regularmente. Uma alternativa já utilizada nos Estados Unidos, por exemplo, permite que militares em combate utilizem a mesma cueca durante semanas, sem que elas precisem ser trocadas.Com o uso da nanotecnologia -- manipulação de elementos em níveis moleculares --, cientistas da Força Aérea norte-americana conseguiram criar uma espécie de capa que remove suor e sujeira dos tecidos. A novidade desenvolvida por cientistas militares já foi licenciada pela empresa britânica Alexium, que deve levar as roupas autolimpantes para civis em até um ano. Essa alternativa levou cinco anos e consumiu US$ 27,2 milhões para ser criada.“A principal área para o uso da tecnologia é a de artigos esportivos. Já estamos negociando com as maiores empresas desse setor”, afirmou John Almond, diretor da Alexium ao jornal britânico “Telegraph”. Ele acredita que essas novidades podem estar disponíveis no mercado em um ano e devem adicionar “apenas algumas libras esterlinas” no preço final dos produtos.Os tecidos autolimpantes repelem líquidos e podem, inclusive, matar bactérias que ficam no suor e dão mau cheiro às roupas. Por isso, a freqüência de lavagem dessas peças pode ser muito menor do que aquela necessária considerando as peças tradicionais.A Força Aérea iniciou o desenvolvimento dessa alternativa com o objetivo de oferecer proteção aos combatentes em guerras biológicas -- a tecnologia poderia matar anthrax e também outras bactérias utilizadas como arma. Em testes, os militares também utilizaram cuecas com esse tecido, que não precisam ser trocadas durante semanas.Segundo o jornal “Telegraph”, a tecnologia utiliza nanopartículas nas fibras das roupas – de tão pequenos, esses elementos não podem sequer ser vistos com microscópios tradicionais; um nanômetro equivale a um milionésimo de milímetro. Essas nanopartículas contêm elementos químicos que não podem ser aplicados diretamente aos tecidos e que repelem líquido, sujeira e bactérias. Com isso, a capa de proteção é formada, criando as roupas autolimpantes.Fonte:http://g1.globo.com/Noticias/Tecnologia/0,,AA1418139-6174,00.html

"Tô Bete"



A estilista Thais Losso (que já foi da Zapping, da Cavalera e da Sommer) acaba de lançar uma linha de camisetas sensacional, a começar pelo nome: ”Ah! Isso Não Vende!”.
A micro-coleção deriva da sua participação no Projeto Container, durante o último Fashion Rio, quando Losso propôs um questionamento sobre os padrões de beleza, os conceitos de feio e bonito e a latinidade brasileira.
A minha favorita é a camiseta Tô Bete!, ideal para aqueles dias em que a gente se olha no espelho, leva um susto, e se pergunta como foi que virou um personagem de uma novela mexicana.


Para ver os outros modelos disponíveis, conferir as fotos (divertidíssimas, surreais) e fazer comprinhas online, visite o blog AH! ISSO NÃO VENDE!!! Os preços são amigáveis, entre R$ 67 e R$ 85.
A questão dos padrões de beleza cada vez mais irreais, o bombardeio de clichês imagéticos e seus efeitos sobre as pessoas –e especialmente sobre os adolescentes–são assuntos que considero relevantes para quem trabalha de forma responsável com qualquer tipo produção visual.







[Camiseta masculina de Thais Losso, ”O sorriso de Bete”]
Adorei!!!!!

Viva a PET

O material reciclado mais precioso depois do Alumínio.O Brasil já é o maior produtor mundial de alumínio reciclado e caminha na mesma direção com a reutilização nobre do PET, a exemplo do que ocorre na Indústria Têxtil.O fio de poliéster , obtido a partir do PET reciclado, é uma tendência mundial. A Indústria têxtil, que já tem no poliester convencional uma participação expressiva, terá em breve essa fibra, obtida pela reciclagem do PET, presente em quase todos seus produtos.O PET usado em embalagens é o melhor e mais puro material obtido no craqueamento do petróleo. Tanto é melhor que substituiu quase todas as embalagens de PVC (Cloreto Polivinilico) conhecidas no mercado devido às suas excelentes características mecânicas.O fio de poliéster reciclado é a mais recente forma de reutilização de embalagens PET, pois a extrusão de fios requer altíssima tecnologia, contra a comum aplicação deste material, como por exemplo, em fundição e sopro em molde. Sua reciclagem como fibra de poliéster resulta em um produto da mesma qualidade do poliéster obtido diretamente do petróleo.Vale a pena usar tecidos de poliéster obtido de embalagens recicladas – custo viável para reciclagem, fibra de qualidade. Pense: quantas milhares de garrafas deixarão de boiar nos rios, represas e no mar? Isto é compromisso com o meio ambiente.O Ciclo da Reciclagem na Indústria TêxtilA garrafa PET reciclada é extrudada e forma uma fibra. O processo de fiação condiciona o material para o processo de tecelagem ou malharia, e, em seguida, vai para a confecção de artigos de vestuário.O resultado final é um produto de qualidade tão boa quanto aquele que foi confeccionado com matéria-prima não reciclada, mas com uma diferença fundamental: tem um valor social e ecológico agregado sem precedentes.Consumir produtos reciclados é valorizar a qualidade de vida, uma nova oportunidade de recuperação e equilíbrio ao meio-ambiente e preservar o futuro do planeta para nossos filhos.Fonte: http://www.budi.com.br/recicla.htm

Curiosidade

O perfume mais vendido no mundo é o Chanel nº 5, criado pela famosa estilista Coco Chanel. Curiosamente, os números de um a quatro nunca foram criados. Falando em criações curiosas, o biquíni foi inventado por Louis Réard, em 1964, e batizou essa peça com o nome de um atol no Pacífico, onde eram realizados testes atômicos. Já a bermuda, foi criada para burlar a lei da Caribe, que proibia, nas décadas de 30 e 40, que mulheres mostrassem suas pernas. Foi batizada com seu local de origem.
Uma das maiores curiosidades nos estúdios de fotos onde modelos fazem suas poses, para os cliques dos grandes fotógrafos, é o item mais usado por lá. Se você pensou em câmeras, lentes ou roupas está enganado. A fita crepe é quem domina a cena. Para que as roupas não enruguem e fiquem perfeitas nos corpos das modelos, as fitas são colocadas discretamente.
Usado para afinar a cintura e levantar os seios, comandando a moda feminina, o espartilho foi o terror das mulheres dos séculos XV ao IXX. O que muita gente não sabe é que eles eram usados tão apertados, que as costelas das moças ficavam deformadas. Aproveitando as curiosidades antigas, você sabia que os primeiros botões de roupas eram fabricados com ossos e metais?
O titulo de livro mais caro do século XX foi dado ao catálogo do guarda-roupas da Princesa Diana, leiloado por $83 000 dólares. Junto com ele, todas as lindas peças da moda clássica, usadas pela princesa foram vendidas.
A primeira peça de vestuário, criada pelo homem para se proteger, foi a sandália. Há registro dela pelos egípcios com mais de 5000 anos. A partir daí os sapatos foram evoluindo, mas só depois de 1850 é que eles começaram a fazer distinção entre os pés direito e esquerdo.

Estágio

Bom, hoje descobri que vou tomar conta de mais de 10 conteiners.

Preciso preparar tudo, docmentação, modificaão de cores,
lab dips, strike-offs, handlooms, e tudo que envolve o desenvolvimento do produto.

O trabalho é feito por mais de uma área, e as vezes dá uma confusão muito grande porque essas áreas precisam se interrelacionar, e acho que tá faltando um pouco disso lá.

Ass vezes as informações ficam perdidas no ar, e eu tenho quase que adivinhar o que se passa.

Enfim, o importante é que eu estou mais do que nunca, sendo testada.

Preciso provar o quanto eu sou capaz de desenvolver o meu trabalho.
Fazer contato com o comprador, com a fábrica, fazer as modificações de forma certa,
informar modificações de preço.

Tudo tem o seu jeitinho especial de ser, e eu preciso aprender todos eles.

terça-feira, 4 de novembro de 2008

Estágio

Minha chefe andou pelas bandas de Paris, para pesquisar as tendências na Texworld e deixou sob minha responsabilidade muiiiiiiitos pedidos.

Acho que ela está testando a minha capacidade de gerenciar o que ela faz enquanto está fora.

Hoje preparei um pedido para o Cassia Nahas lá da 25 de março,
é engraçado, eu chego lá pra comprar alguma tecido, e dou de cara com vários deles que já passaram pela "minha mão", que tiveram meus retoques, e quando eu vejo alguém na rua vestido com eles então?! Mais engraçado ainda....

sábado, 25 de outubro de 2008

Estágio

Bom, jaja completo um ano no estágio, tá passando muito rápido!!!!

E nesse tempo de aprendizado, pude exercitar meu lado mais comercial da moda, o que é muito bom porque a faculdade deixa este lado meio adormecido nas pessoas.

Pude fazer contato direto com fornecedores, treino meu inglês, aprendo umas palavrinhas em Mandarim e o mais importante, me relaciono com pessoas diferente, acho que é o que eu mais gosto.

Hoje mesmo conversei com o nosso cliente que vende pra Zara.
Eles estão produzindo uma coleção linda de sedas estampadas.

Fiz algumas modificações de cores e mandei bala.
E-mail pra China, eles me respondem, e no fim?

Só vale dizer que valeu a pena quando eu puder ver "meu trabalho" nas lojas.


:)

segunda-feira, 20 de outubro de 2008

Grande Sacada!

Vila Sésamo

Esta referência passou despercebida pelos grandes críticos da moda do mundo!

Coube ao blog Trendinista apontar a verdadeira inspiração do último desfile de Jonh Galliano: a banda “Dr. Teeth and the Electric Mayhem” do Muppet Show!

muppet-show.bmp

galliano_models.jpg

Vai dizer que não são parecidos?!

Hahahaahahahaha

terça-feira, 27 de maio de 2008

Citação

Terra Brasilis

brasil-ilustra.jpgbrasil-ilustra.jpgbrasil-ilustra.jpgbrasil-ilustra.jpg

Sobre a eterna questão da identidade da moda brasileira, que teima em aparecer sempre que se fala em internacionalização, o jornalista Daniel Piza, do Estado de São Paulo, publicou em seu blog um texto interessante, que reproduzo aqui:

“O caso da moda brasileira merece análises que ainda não foram realmente feitas, por ilustrar como a obsessão brasileira por “identidade” termina sendo a maior inimiga dessa mesma “identidade”. Nos últimos 10 ou 15 anos, a moda brasileira teve um surto criativo que lançou estilistas, eventos e negócios; acima de tudo, lançou um oba-oba, uma crença em muitos aspectos irrealista a respeito de seu alcance. E aí os tombos vêm. O mais recente foi a criação de uma corporação, chamada Identidade Moda, que anunciou compra e fusão de marcas importantes, foi considerada como um salto no “business” e, aparentemente, não tinha capital para tanto, o que levou criadores como Alexandre Herchcovitch a saírem dela.

O curioso é que Herchcovitch sempre teve a lucidez de não cair no conto de fadas da identidade brasileira, dizendo que fazia seu trabalho de acordo com seus critérios e suas inquietações. Isso que chamam de identidade não passa de um rótulo, de um estigma e, como todo estigma, só acaba aprisionando o estilo. Participei na terça de um seminário sobre o assunto, Fashion Marketing, promovido por Gloria Kalil, e transmiti a Ermenegildo Zegna uma pergunta da platéia sobre o que distingue (ou “diferencia”, como se diz atualmente) uma tal “Marca Brasil” aos olhos do mercado internacional. Ele disse que não existe isso: existem marcas, não uma Marca; o criador tem de buscar seu mercado em função da qualidade do que faz. Sobre a concorrência dos chineses na indústria têxtil, foi claro: façam o que eles não sabem fazer.

Essa ansiedade de definir o brasileiro, já apontei, é um essencialismo que não leva a lugar nenhum. Sim, o Brasil tem uma imagem de país hospitaleiro, caloroso e informal, mas por que um criador precisa seguir essa fórmula? Não será isso que impede que a moda brasileira raramente seja vista como algo além de biquínis e sandálias? Eis a questão. O caso serve de ilustração para outras áreas criativas. Eu mesmo testemunhei o que seria um boom das artes plásticas brasileiras no exterior. Colonizadamente, a imprensa local passou a divulgar o fato – baseado em algumas matérias publicadas no exterior – como se o “Primeiro Mundo” estivesse de joelhos diante da liberdade tupi. Hoje, mais de 12 anos depois, afora dois ou três nomes como Vik Muniz e Beatriz Milhazes, a arte brasileira continua desconhecida, ou conhecida pelo que nem é seu melhor… Os rótulos sempre acabam rotos.”


Belo texto!

Inventando Moda

Já pensou em customizar o seu microondas?



O estilista Ronaldo Fraga, um dos mais aguardados do SPFW, junto com uma equipe de designers da Brastemp acaba de lançar desivos exclusivos para microondas.

Foram desenvolvidos duas estampas diferentes para uma edição limitada de Dia das Mães.

Quem gostar da idéia de customizar o microondas, a marca promete comercializar uma nova edição com mais cinco opções, ainda sem data para chegar nas lojas.

Onde encontrar?
Até o dia 31 de maio
Fast Shop ou no site da Brastemp [www.brastemp.com.br]

Nosso Meio Ambiente

A indústria da moda e o meio ambiente



O mundo da moda, desde que o São Paulo Fashion Week despertou a importância dos cuidados com o meio ambiente, não se fala mais em outra coisa.

Não é a toa, já que no mundo fashion nem tudo é glamour. Para que tudo saia lindo nos desfiles e principalmente, para que as roupas se tornem acessíveis ao público, tem um árduo trabalho por trás, que se não for bem feito, pode e muito contribuir para o aquecimento global.

“Como uso muito papel no meu trabalho, passei a evitar ao máximo imprimir coisas desnecessárias. Uso e abuso de pen drives e emails para enviar layouts para os clientes. Uso sempre os dois lados da folha de papel e procuro sempre papel reciclado. As sobras separo para reciclagem (jornais principalmente)”, diz a estilista Thais Losso.

Os estilistas podem optar também por tecidos tecnológicos e que não agridam o meio ambiente. A indústria têxtil tem que repensar saídas menos prejudiciais e poluentes tanto nos resíduos maléficos que produzem durante, quanto ao conteúdo produzido.

É claro que nem sempre a tecnologia acompanha a necessidade de manter as produções com danos zero ao meio ambiente, mas existem saídas para vários casos. O evento São Paulo Fashion Week é inteiro montado na idéia no carbono neutro.

A semana de moda paulistana gera lixo, tráfego de pessoas, automóveis, mas eles têm uma iniciativa para neutralizar os detritos poluentes do evento.

Existe uma ONG, a MaxAmbiental, que calcula a emissão de carbono no ambiente e fica responsável por plantar o número de árvores necessárias zerar a poluição recorrente, além das iniciativas de conscientização da sociedade. Aliás qualquer pessoa pode entrar no site e calcular a sua emissão pessoal e entrar em contato com a ONG.

Pelo problema próximo e real do meio ambiente que nós fomos atrás dos fashionistas para saber o que eles andam fazendo em prol do meio ambiente depois de tanta campanha dos eventos de moda.

Tecido Inovador

Tecido repelente de insetos



A grife de roupas italiana Annapurna está desenvolvendo uma substância que permite aos tecidos atuarem como repelentes de mosquitos. O novo material deverá ser usado em uma linha completa de roupas para jogadores de golfe, uma das categorias esportivas que mais sofre com os insetos.

Em parceria com a empresa italiana Tecnotessile, especializada em pesquisas tecnológicas aplicadas a fibras têxteis, a Annapurna criou uma fórmula inodora e atóxica para roupas que têm contato direto com a pele. Aplicada ao cashmere, deu origem a uma malha com propriedades repelentes.

A grife garante que, graças a um processo de manipulação molecular, o tecido mantém suas propriedades mesmo após diversas lavagens. (ANSA)

Glória Kalil - Seminário de Moda

Gloria Kalil fala sobre moda, vaidade e conforto

Na noite de terça-feira, Gloria Kalil esteve no seminário "Um olhar sobre a vaidade" desenvolvido pela revista Seleções para fazer o paralelo entre conforto, vaidade e moda.

No mesmo evento compareceram nomes de peso como Mirian Goldenberg (antropóloga), Márcia Tiburi (filósofa), Fernando Torquartto (cabelereiro e maquiador), Lígia Kogos (dermatologista) e Lucila Diniz (empresária).

A vaidade pode ser considerada um instrumento para a moda, mas esta por sua vez não vive sem conforto. Mas seria o conforto, uma vaidade? Apesar de que a vaidade - convenhamos - anda na moda. Confuso?

Gloria Kalil esclarece:

“Vivemos no tempo em que a imagem tem um peso muito grande, o que leva a valorização em excesso das celebridades, grandes exemplos de narcisismo, e... Vaidade.”

Celebridade em voga, vaidade na moda.

“A vaidade tem transformado o conceito de estilo em algo tão interessante quanto o conceito de moda. A moda é a oferta, mas o estilo, a escolha individual.”

E nada tão vaidoso como a individualidade. Hoje as pessoas procuram unidade na hora de vestir ao invés de seguir tendências à risca. É a unidade/vaidade fazendo moda para criar o seu próprio estilo.

Mas e o conforto? “O conforto é questão de adequação. Os dias de hoje estão marcados pela informalidade, o que torna o conforto subjetivo”, opina Gloria, ícone de elegância, moda e etiqueta.”

Por exemplo, você pode estar em uma festa com dress code (moda) nem tão à vontade assim, mas se estiver adequado vai se sentir mais confortável do que se estiver numa festa usando pijamas.

Gloria Kalil termina a noite dizendo que é totalmente a favor da vaidade levada no ponto certo, mas pede certo cuidado para não tornar-se uma coisa obsessiva.

Colcci

Colcci no American Idol



Parece que a Colcci anda agradando o pessoal do programa American Idol, sucesso de audiência nos Estados Unidos.

Pelo menos cinco dos participantes já usaram peças da marca.

Aqui no Brasil, a Colcci é popular entre o público jovem e tem exclusividade com a über-model Gisele Bündchen. Aliás, este ano a marca pula do line-up do Fashion Rio direto para o São Paulo Fashion Week.

Exposição "A Natureza das Coisas"

Depois de iniciar a reorganização de seu acervo, no ano passado, saindo da tradicional disposição em ordem cronológica para agrupar os trabalhos a partir de um eixo temático, com "A Arte do Mito", ainda em cartaz, agora o Museu de Arte de São Paulo (Masp) amplia um pouco mais tal projeto com "A Natureza das Coisas".

Rochedos em L'Estaque', de Paul Cézanne, presente na exposição 'A Natureza das Coisas
"Rochedos em L'Estaque", de Paul Cézanne, é visto na exposição "A Natureza das Coisas"

Com curadoria de Teixeira Coelho, Denis Bruza Molino e Eunice Sophia, "A Natureza das Coisas" potencializa melhor o acervo do museu ao partir de uma leitura mais precisa da coleção, ou seja, da constatação de que ela reúne uma grande quantidade de obras-primas que abordam a paisagem, um dos principais focos da mostra.

Afinal, sob esse gênero da pintura, o Masp possui trabalhos de Van Gogh, Frans Post, Cézanne, Max Ernst, Matisse, Monet e Guignard, só para citar alguns nomes da mostra. "A Natureza das Coisas" está dividida em oito blocos, o que busca apontar para certos aspectos recorrentes na arte, como "Paisagem e Humanismo", "Marinhas", "A Cidade", "Interiores" ou "Natureza-Morta".

Nesse último grupo, pode-se ver um raro trabalho de Van Gogh, "Natureza Morta com Prato, Vaso e Flores", ao lado do clássico "A Compoteira de Pêras", de Fernand Léger.

Há muitos bons momentos na exposição, e entre eles está a inclusão de trabalhos do argentino León Ferrari, que recentemente ganhou o Leão de Ouro da Bienal de Veneza, e possui grande vínculo com o Masp, da época em que viveu em São Paulo, uma justa homenagem.

Outra vantagem da mostra está na própria subversão da ordem cronológica ou por escolas. Em geral, "Rochedos em L'Estaque", de Paul Cézanne (1839-1906), por exemplo, estava exposto junto aos pintores da chamada Escola de Paris.

Na nova disposição, "Rochedos" está próximo de uma paisagem brasileira do século 17 de Frans Post e de outra incrível obra de William Turner, "O Castelo de Carnevon", de 1830, o que faz com que os estilos muito distintos de cada artista ressalte ainda mais a importância de Cézanne, considerado afinal o pai do modernismo.

A Natureza das Coisas
Quando: de ter. a dom., das 11h às 18h; qui., das 11h às 20h; em cartaz por tempo indeterminado
Onde: Masp (av. Paulista, 1.578, São Paulo; tel. 0/xx/11/3251-5644)
Quanto: R$ 15

Exposição

Mostra expõe genes japoneses presentes no dia-a-dia brasileiro



Evidenciar as influências do Japão que passaram a permear o cotidiano brasileiro nos cem anos de imigração é o objetivo da exposição "O Japão em Cada Um de Nós" que começa quarta-feira (21) na sede do Banco Real, na avenida Paulista (centro de São Paulo).

Para os descendentes, o espaço mais interessante é o do "Portal da Memória", projeto que catalogou e traduziu as fichas de chegada dos imigrantes japoneses ao Brasil. Quase todos os nomes estão lá, em letras românicas --nome, sobrenome, navio, data de saída do Japão e data de chegada ao Brasil. Há alguns, porém, que permanecem em ideogramas.

Mas a exposição também guarda surpresas para os não-descendentes. No setor que trata da agricultura estão culturas trazidas do outro lado do mundo: caqui, ponkan e pimenta do reino; na parte relacionada ao comércio, a inegável semelhança entre as sandálias Havaianas e as sandálias japonesas modelo zôri.

Explorar as gavetas dedicadas às publicações é outra boa surpresa. Uma delas revela um som de cavaquinho que se confunde com um koto e uma gravação da conhecida professora de caligrafia Hisae Sagara que, em voz mansa, recita um haicai do escritor Nempuku Sato, o primeiro a trazer a arte para o Brasil.

Com recursos interativos, a exposição traz depoimentos de nikkeis influentes na arquitetura, na biologia molecular, na mecatrônica, na termo-luminescência, nos transplantes de córnea. Traz ainda nikkeis importantes para os esportes como o mestre de judô Massao Shinohara; o mesa-tenista Hugo Hoyama e o primeiro profissional de sumô do Brasil, Luis Go Ikemori.

Há homenagens ainda àqueles que não foram medalhistas, mas fizeram muito pela história dos japoneses no Brasil. São fotógrafos, tintureiros, cabeleireiros e costureiros que tiraram suas famílias da zona rural e as trouxeram para o convívio urbano.

"O mais importante da exposição é o compartilhamento. Da mesma forma que os imigrantes vieram compartilhar do que havia no Brasil, nós também compartilhamos deles. Foi, desde o começo, uma troca de costumes", destaca Célia Abe Oi, historiadora do Museu da Imigração Japonesa do Bunkyo (Sociedade Brasileira de Cultura Japonesa e de Assistência Social) de São Paulo e curadora da exposição.

O também historiador Paulo Garcez também assina a curadoria da exposição.

Serviço
Quando: De segunda a sexta, das 9h às 19h e aos sábados, domingos e feriados, das 10h às 18h. Até 18 de julho
Onde: Espaço de Exposições do Banco Real (avenida Paulista, 1.374 - Centro)
Quanto: Entrada gratuita

Moda

Hoje fui buscar a origem da palavra Moda.

Olha o que achei:


Moda é a tendência de consumo da atualidade. A moda é composta de diversos estilos que podem ter sido influenciados sob diversos aspectos. Acompanha o vestuário e o tempo, que se integra ao simples uso das roupas no dia-a-dia. É uma forma passageira e facilmente mutável de se comportar e sobretudo de se vestir ou pentear.

Para criar estilo, os figurinistas utilizaram-se de cinco elementos básicos: a cor, a silhueta, o caimento, a textura e a harmonia.

A moda é abordada como um fenômeno sociocultural que expressa os valores da sociedade - usos, hábitos e costumes - em um determinado momento. Já o estilismo e o design são elementos integrantes do conceito moda, cada qual com os seus papéis bem definidos.

A moda é um sistema que acompanha o vestuário e o tempo, que integra o simples uso das roupas no dia-a-dia a um contexto maior, político, social, sociológico. Pode-se ver a moda naquilo que se escolhe de manhã para vestir, no look de um punk, de um skatista e de um pop star, nas passarelas do mundo, nas revistas e até mesmo no fato que veste um político ou no vestido das avós.



A moda é sempre tida como efêmera, mas na verdade
as coisas boas da moda perduram por anos e anos...
Vai entender.. =)

segunda-feira, 19 de maio de 2008

Exposição

Ontem fui ao cinema,
(postagem que será incluida logo mais) no shopping Taboão.
- ok, ok, é meio longe, mas o cinema é barato!-


Logo na entrada vi um cartaz enorme
avisando sobre uma exposição que estava acontecendo ali dentro.


* EXPOSIÇÃO ANOS 80 *


http://www.shoppingtaboao.com.br/novidades/novidade.asp?codmateria=27

Achei bacana e resolvi visitar.
Fica na praça principal do shopping, em meio a lojas.
Mesmo quem não tem a intensão de ir xeretar, acaba se rendendo.

Aposto que se minha estivesse lá, ia adorar!!!

Vi brinquedos antigos, que se já não ouvi falar, já vi,
pois minhas tias são jovens, minha mãe...

Década de 80 não foi tão distante assim de mim, herdei muitos brinquedos das
minahs tias, e a verdade é que me realizei vendo a exposição!

Vi um brinquedo que eu adorava por sinal,
era mais ou menos como um binóculo,
vc colocava um disquinho que tinha uma espécia de negativos,
e a cada clique, ele mostrava a imagem no olhos do binócolo,
grande e colorida...
Um espécia de cineminha privado...

Adorava!!! O meu era do Pato Donald inclusive.

=)


Vi também video-games antigos, que amigos tinham..

Com aquelas fitas enormes e quadradas....
Que a gente soprava antes, pra funcionar.
hahhaahahaha velhos e bons tempos!!!


Tempos em que pra passar de ano, eu precisar fazer só uns rabiscos
e minha professora achava que eu era uma gênia!

:)

Diversão

Ok, vou dar uma pausa em postagens sobre o meu estágio!


Dia 17 foi o dia da comemoração do meu aniversário
e acabei fazendo em um barzinho bem legal.


http://www.authentic405.com.br/home.html


A casa, que é frequentada principalmente por um público mais velho
( em torno dos 30 anos), é relativamente nova e pequena.

Toca-se principalmente músicas comerciais, e as pessoas são super bem vestidas.

Talvez pelo preço de entrada, um tanto quanto salgado..

Pois é, e em moda a gente vive dizendo que não precisa ter dinheiro pra ser bem vestido.

Precisa sim, com esse mundo cada vez mais capitalista?!!
Pff....


As melhores coisas, são as mais caras.

Raaaaaala menina, rala...




"Tchau! Vou trabalhar."

:D

Estágio

Para apresentar o lugar onde eu trabalho, nada melhor do que algumas fotos...

=)

Araras e mais araras....
Adoro!

Estágio

Sessão de fotos no trabalho.


Só pra vcs verem que eu trabalho mesmo...

Hahahahahah


Cheia de coisas na mesa, fazendo mais uma aprovação de strike-off...










O que é um strike-off???

Explico na próxima postagem!

Estágio

Trabalho e mais trabalho!!!! ¬¬

Quando não são os da faculdade, são os do estágio mesmo..
Ou as vezes, até os dois juntos.
(No estágio, conversando pelo msn sobre o INTER, por exemplo.)

Enfim....

Outro dia peguei um trabalho legal.
Projeto de strike-off, que significa isso oh:

O cliente vê um tecido estampado, vindo de outro país (no caso a China)
e gosta, mas pretende adequar as cores do tecido com os da tendência.
Por exemplo, ele resolve mudar o fundo.

- O tecido era de flores amarelas com fundo cinza e o dono da marca
resolveu trocar o fundo cinza, por roxo, por exemplo.
O projeto é dado quando o cliente manda para nós, o tecido original,
e cópias coloridas, em papel mesmo, editadas com as cores como ele gostaria.

-Por exemplo, as flores amarelas com o tal fundo roxo + o número de pantone da cor roxa.

O tal strike-off deixa de ser um projeto quando chega no escritório, amostras
com o tecido já modificado nas cores escolhidas pelo cliente, para uma aprovação.
Estando corretas as cores e aprovado, o container é liberado e o tecido, bom...
Posso garantir que ficam lindos!



O projeto de strike-off vcs podem conferir aqui:








ORIGINAL









COLORWAY A











COLORWAY B








Anotem então: strike-off.
Palavra nova, pelo menos no meu, vocabulário.







Porisso eu digo:

Vivendo e aprendendo...


quarta-feira, 7 de maio de 2008

Estágio

Com tanto trabalho de faculdade, INTER, e estágio, tá sobrando muito pouco tempo pra postar e contar o que ando aprontando, mas hoje aconteceu algo legal lá no trabalho.

- Antes de mais nada, tenho que dizer onde e no que trabalho né?
Ok, em uma Representante Têxtil, com principal ênfase em tecidos chineses.
Faço pesquisa de tendência, controle de qualidade das amostras de embarque, aceitação do mercado, consulto preços com os fornecedores..

Bastante coisa legal, ando aprendendo bastante.
Mas enfim, hoje chegaram uns tecidos da Têxtil Suiça lá, (inclusive descobri que eles tem loja na 25 de Março) e eram alguns tecidos que eles tinham de uma fábrica da China, mas que queriam mudar as cores da estamparia.
No fim, quando abri o pacote, vi que tinham vestidos e blusas de onde?

ZARA. Não daqui do Brasil, claro..
Provavelmente da China, ou até do Canadá, pq na etiqueta tinha escrito:
ZARA woman collection;


Achei bacana demais, pq isso quer dizer que indiretamente,
trabalhamos com a ZARA.

Afirmei com essa certeza toda de que não era da ZARA do Brasil não só pro conta da etiqueta no produto, mas pela modelagem.
Cheguei até a experimentar.

Eram Yorue Chiffons, coloridíssimos, estampados e alguns com trabalho em paetês na gola,
na bainha..
Até aqui, nada de muito diferente, pq temos bastante coisas desse tipo no nosso país. Mas quando vi que o vestido não tinha forma nenhuma, era larguinho, pra mulher sem curva nenhuma, tive absoluta certeza de que aquilo não era mesmo pra nós, cuvilíneas brasileiras.

De qualquer forma, para uma magrela, diria que cairia suuuuuper bem.
Eram bonitos, confesso, e fiquei com uma vontade momentânea de cair bem em pelo menos um deles...


=)


sexta-feira, 25 de abril de 2008

Eduardo Marchesan

Há pouco tempo conversando com uma amiga sobre fotografia, (algo que sou apaixonada)
recebi uma indicação: Visitar uma exposição de fotos de Eduardo Marchesan (fotógrafo que eu até então não conhecia). Exposição chamada "Rumo a Machu Picchu".

Aconteceu na universidade Belas Artes, lugar onde essa minha amiga estuda.
As fotos são muito bonitas, carregadas de emoçoes e lindas paisagens.
Interessada, fui atrás de alguns trabalhos sobre o tal fotógrafo e descobri que ele já tem um certo tempo de estrada e fotos ainda mais bonitas do que as que vi.
É só clicar no título da postagens para ver alguns trabalhos sobre o cara.

Bela indicação,
Valeu Deh!

Feira de Arte e Artesanato


Onde? No Mercado Municipal de São Paulo!

Por si só já vale uma visita. Agora, todos os domingos, até o fim do ano, já temos mais um motivo para ir ao "mercadão" paulistano, pois ele está promovendo o PROJETO ARTE & COR, uma feira que reúne representantes da arte em geral, com artesãos e artistas plásticos renomados expondo e vendendo seus trabalhos, entre outras atividades interessantes. Programe-se para visitar um dos pontos turísticos mais bonitos da cidade.

Eu fui e vc?



Local:
Estacionamento do MERCADO MUNICIPAL
Rua da Cantareira, 360 - Centro
São Paulo - SP

Todos os Domingos (até o fim do ano)
Horário: das 7:00 às 15:00 hs
Entrada franca

Cinema


Mais um feriado que eu passei aqui em São Paulo...
Claro que, feriado, sem cinema, não é feriado.
Resolvi alugar uns dvds e assistir.
Dentre eles, o clássico "The Devil Wear Prada", que eu adoro!
Eis aqui um resumo do filme:

Baseado no livro homônimo de Lauren Weisberger, a trama conta a história de Andrea Sachs (Anne Hathaway), uma jornalista que, ao procurar um jeito de levar a vida, acaba como segunda secretária de Miranda Priestly (Meryl Streep), principal executiva da Runway Magazine, uma das mais importantes e badaladas revistas de Nova York.
Ocupando um cargo pelo qual várias jovens dariam a vida, Andrea, ou Andy, não consegue imaginar onde se meteu e terá que aturar Miranda, a poderosa que consegue tudo o que quer, passando por cima de quem quer que seja. Sem conhecimento do mundo da moda e sem ter um estilo que se enquadrasse ao de suas colegas de trabalho, Andy passa a sofrer nas mãos da chefona e a encarar o mundo da moda com outros olhos.
O roteiro deixa bem claro que Andy tinha se metido em algo que, aparentemente, ela jamais conseguiria progredir por não conhecer com o que estava trabalhando e não demonstrou que agüentaria qualquer coisa que fosse imposta para manter seu trabalho. Mas o que acontece? Tudo vai evoluindo e aquele patinho feio vai se enquadrando no mundo fashion e demonstrando mais interesse em servir sua chefe, uma "diaba" de primeiro porte.

"O errado do mundo é que o diabo tá na Moda!"

Li essa frase outro dia em um site e achei bem interessante e pertinente para o momento.



Assitam o filme, vale à pena.

sexta-feira, 18 de abril de 2008

Arte Contemporânea


Paulo Bruscky – Ars Brevis

(De 9 de novembro a 28 de abril de 2008. MAC USP Cidade Universitária.)

Foi a partir deste ano que o artista plástico Paulo Bruscky, de 58 anos, tornou-se conhecido, apesar da vasta produção do pernambucano desde os anos 60. Ao aproximar a arte da vida cotidiana Bruscky acabou sendo marginalizado, se manteve fora do mercado e foi incompreendido pela crítica. Desde março, sua obra passa por uma revisão e seu nome virou febre no circuito das artes plásticas.

O reconhecimento nasceu do esforço da pesquisadora Cristina Freire, que assina a curadoria de uma exposição com mais de 150 trabalhos do artista, "Ars Brevis", a primeira retrospectiva dedicada a Bruscky.

O trabalho de Paulo Bruscky, de caráter experimental, recebeu clara influência do grupo de vanguarda Fluxus, que na década de 60 desenvolveu uma atuação social e política radical ao questionar a institucionalização da arte. Artista multimídia, Bruscky foi pioneiro na rede mundial de arte postal nos anos da ditadura militar no Brasil. Ars Brevis revela ao público a assumida precariedade de suas obras, nas quais utiliza como suporte o xerox, a fotografia, o fax, o mimeógrafo, carimbos, recortes de anúncios, panfletos, e até mesmo material e máquinas do Hospital Agamenon Magalhães, no Recife (onde trabalhou por anos no departamento de comunicação como funcionário público), como eletro-encefalógrafos, eletrocardiógrafos, aparelhos de raio X e papel timbrado.

A curadora optou por subdividir a exposição em 7 núcleos, já que a trajetória de Bruscky não obedece a um padrão linear. São eles Eu
Comigo, em que o artista se apresenta como personagem de si mesmo em performances e ensaios fotográficos; Arte Postal, onde pode ser observada a intensa troca de correspondência de cunho político entre artistas de várias nacionalidades realizada nas décadas de 60 e 70; Poesia Visual, com frases sintéticas, colagens e caligramas; Máquinas Poéticas, sobre sua vasta experimentação com máquinas xerox e aparelhos de fax; Biblioteca, composto pelos livros de artista, que compõem grande parte da obra de Bruscky; Hospital-Estúdio, sobre suas experimentações durante seu dia-a-dia como funcionário público de um hospital, que envolviam carimbos e papel timbrado da instituição e manipulação de eletroencefalógrafos, aparelhos de raio x e afins para o desenvolvimento de seu trabalho artístico; Cotidiano, em que mostra objetos de uso comum.

O diferencial de Bruscky é a busca em romper as barreiras entre arte e não-arte

Visita feita em: 13/04/2008

Ao adentrar a exposição, confesso que me deparei com obras de caráter meio sombrio. A música, os vídeos que passavam e as próprias obras eram um tanto assustadoras. Isso até eu conseguir fazer uma releitura de cada objeto visto ali e entender o significado de cada uma delas, não só para mim, mas para a Arte como um todo.

Pelos textos escritos nas paredes de cada sala, que divide cada obra ao seu momento/inspiração, pude perceber a relação que o artista faz entre os objetos de seu cotidiano e a arte. Arte expressa, muitas vezes de uma forma ‘nua e crua’. Outra característica notável do artista é a preocupação com a situação político-administrativa social e econômica do Brasil. -Como a própria obra descreve mais abaixo -


Fica eno nítida sua participação, mesmo que de forma artística, na política do país. Suas críticas juntamente com as suas idéias, esclarecem o ponto de vista que o artista tem de determinada época. Como no caso dessas obras:

A Arte Postal, como o próprio

artista denominou, também denuncia a política da época. Foram estas diferenças que fizeram com que a arte postal tivesse um papel muito especial na América Latina nos anos 70. Artistas como Paulo Bruscky burlavam a censura criando uma rede de comunicação mundial pelos Correios. A troca de posta

is criados pelos artistas transformou-se em uma forma de denúncia sobre os abusos dos militares na América Latina. Eles formavam uma grande rede de troca de idéias e informações, antecipando em 1970 princípios muito importantes da produção artística dos dias atuais, como por exemplo, a internet, que ampliou e aumentou a velocidade das trocas em rede.


Quando digo que o artista transforma o cotidiano em obra de arte, me refiro ao seu mais intimo cotidiano, dos objetos que o acompanhavam todos os dias, durante anos a fio. Como por exemplo, as máquinas do hospital em que trabalhava em Pernambuco. (Carimbos, eletro-encefalograma, aparelhos de raio X...) O artista faz desses objetos aparentemente comuns, algo de importante como no caso da obra “O meu cérebro desenha assim, 1976”, em que o encefalograma é feito no próprio Bruscky e entendido sabiamente pelo autor. como sua cabeça reage a determinados tipos de emoções e pensamentos formando uma série de linhas que mais tarde formam um desenho. (No qual a obra foi intitulada.)

Participam de seu cotidiano também objetos encontrados em sua casa, (não só na dele) como um ferro de passar roupa, um fax, latas de óleo, fotografias, remédios...

-Obras relacionadas ao parágrafo acima (em ordem): “Ferrogravura”,1997”; “Assim se fax arte”, 1990 ; “Quadro a óleo”, 1971-2004; “Persona”,1993 e “Isto é uma Droga”,1971- .
O mais interessante do trabalho desse artista é sua ironia, resultado de uma multiplicidade. Nessa exposição pude notar que Paulo Bruscky é um grande observador do cotidiano. Pois, na maioria de suas obras, rimos diante de coisas corriqueiras da nossa vida, que o artista se apropriou para fazer arte. Como a obra citada acima, o “Ferrogravura”, que é nada mais, nada menos do que a marca do ferro de passar roupa em um pano. -Quantas vezes você não quis morrer por ter deixado acontecer isso?-